Donos de quê?
janeiro 29, 2009 - 10:03 pm
| Apesar de o assunto não ser novo, a matéria sobre a ação de flanelinhas publicada no domingo no Jornal BOM DIA deu origem a várias cartas na página Opinião, a maioria criticando o trabalho deles, e até o meu texto. Sei que o trabalho é clandestino, mas também que o mercado formal não absorve todo mundo, principalmente aqueles que não tiveram oportunidade de se preparar. Culpar a quem nesse caso?
Fica aí o recado. Colei na sequência o primeiro texto da série. Valeu! Flanelinhas chegam a ganhar R$ 2 mil Há guardadores de carro que, de moeda em moeda, conseguem arrecadar até R$ 100 por dia no centro de Sorocaba |
| Graziela Delalibera |
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Ele cuida de 26 vagas na esquina das ruas Santa Clara e São Bento, no Centro. Olha por dia de 160 a 180 motos que fazem a rotatividade. Recebe gorjetas que chegam a cerca de R$ 50 por dia, mas que podem atingir até R$ 100 no fim do ano. Detalhe: tem tudo anotado num caderno e na cabeça. “Contribui quem quer, como quer”, diz Raimundo Nonato Rocha, o Carioca.
O guardador toma conta da área há quase dois anos. Nascido em Manaus, criado no Rio de Janeiro, é exemplo de centenas de trabalhadores excluídos do mercado que encontraram na informalidade seu ganha-pão, e se profissionalizaram. “No fim do ano até fiz sorteio de uma cesta de Natal entre os clientes, mas o vencedor preferiu em dinheiro”, fala, mostrando uma capa antichuva que bolou para os capacetes. Perto dali, na rua Artur Martins, está João Carlos Batista, 33. Lá é Zona Azul. Além de receber gorjetas, ele revende bilhetes de uma hora (que compra a R$ 0,50) por R$ 2, e de duas (R$ 0,70), por R$ 3. Há dias em que tira até R$ 100. “Já trabalhei de vigilante e ganhava menos”, conta. “Além disso, sou adventista do sétimo dia e aqui não preciso trabalhar sábado.”
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Engraçado que muita gente acha que os flanelhinhas ‘privatizam’ a rua, ora, se eles ‘privatizazam’ a rua, o que fazem então os carros ?
Não vejo sentido público nenhum os carros ficarem parado ocupando seus 2 metros quadrados.
Publico para mim é criança brincando na rua.